Não é fácil, ninguém o disse que era!
Mas há dias, momentos, segundos até que nos sentimos mal... péssimas!
Eles não vêem com livro de instruções e nós também não. Somos comandadas pelas hormonas que nos deixam alteradas, sensíveis, frágeis, inseguras.
Isto não é um jogo, nem um programa de televisão. Não dá para fazer pausa, andar para trás, avançar para saber o resultado, ou simplesmente recomeçar. Isto é a vida. Que avança com as nossas escolhas, com as nossas decisões. Sejam elas boas ou más, só depois saberemos.
E há momentos em que já não suportamos ouvi-los chorar. Há momentos em que só queremos dormir. Em que gritamos. Momentos em que choramos. Momentos em que só queremos desaparecer. Há situações em que não sabemos o que eles querem. Em que não os entendemos. Somos nós a crescer como mães. São eles a fazerem-nos crescer como mães. A testar a nossa paciência. O nosso desconhecimento. O nosso sexto-sentido. Testam o nosso cansaço. O nosso Amor.
Há momentos, alturas em que me sinto má mãe. Porque não consigo perceber porque ela faz birra. Porque chora. Eu pergunto-lhe mas ela não me responde. Não a consigo entender. Então a falta de paciência sobe e grito. Ela chora. Por fim, quando finalmente chego lá, quando finalmente sei o que a incomoda, choro. Peço-lhe desculpa! Eu não a estava a entender. Sinto-me má mãe. Porque apesar de ter tido paciência. De ter respirado fundo 5, 6, 20 vezes, mesmo assim não foi suficiente. Cheguei ao meu limite. Depois vem a bonança. A calma. A compreensão. E em sintonia as duas voltamos à nossa rotina.
Mas o sentimento está lá. Falhei. Não a soube perceber. Eu, que já devia saber o que cada choro significa. O que cada birrita quer dizer. Mas naquele momento não consegui. É normal. Faz parte. Faz parte do crescimento. Faz parte de ser Mãe. Sim, que as mães também erram. Também se enganam. Afina é um novo caminho que estamos a fazer (mesmo que já seja um segundo ou terceiro filho - ninguém é igual um ao outro). Não há fórmulas, segredos, chaves para o sucesso. Tem de haver paciência, calma e muito Amor!
O reconhecer que errámos é, a meu ver, uma forma de crescimento.
E isto é só o inicio! ;)
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